Jan Duarte
Embora eu tenha praticamente desistido de participar de listas de discussão sobre neopaganismo e outros temas ligados de alguma forma ao esoterismo, uma vez ou outra ainda surgem no meu email algumas mensagens bastante características, que me mantém a par das – digamos assim – últimas tendências. Bem, vou reformular a frase: eles me mantêm a par das tendências, uma vez que estas não são exatamente novas e acabam confirmando uma série de considerações que venho fazendo há um bom tempo.
Na verdade, descobri que não se pode traçar um panorama coerente do neopaganismo no Brasil a partir das elucubrações dos estudiosos do assunto – como eu mesmo, aliás. O arrazoado dos estudiosos acaba se perdendo num palavrório que não reflete o arrazoado dos praticantes. Ocorre, nesse caso, um processo de dissociação semelhante ao que pudemos constatar, recentemente, no nosso Congresso, entre a “opinião pública” e a “vontade popular”. A “opinião pública” é feita por uma minoria que escreve em jornais, ao passo que a “vontade popular” não está nem aí...