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Faz sentido comemorar Samhain no auge da Primavera?

Vendo uma discussão no Facebook, sobre a pergunta título deste texto, feita com muita sabedoria pelo amigo: Diego Le Fey , no fórum da comunidade União Wicca do Brasil, fiquei impressionado com a belíssima e rica resposta dada pelo Chefe da Casa e Alto Sacerdote do Coven Serpente de Ouro Sr. Lugus Dagda Brigante, e não pude deixar de divulgar o mesmo em blog.

PARABÉNS AOS 2 PELO EXCELENTE TEMA DISCUTIDO!


Faz sentido comemorar Samhain no auge da Primavera?

Revmo. Lugus Heraios D. V. Brigante®

Visto inúmeras polêmicas que já surgiram a respeito da celebração da Roda do Norte no Hemisfério Sul, creio ser importante se posicionar com mais firmeza a respeito do assunto, pois esse já foi inúmeras vezes discutido no cenário pagão brasileiro. Antes de tudo é importante salientar o seguinte: 


O AUTOR DESSE TEXTO E SUA CONGREGAÇÃO CELEBRAM A RODA DO SUL, PORTANTO JAMAIS AS PALAVRAS SEGUINTES SE TRATARÃO DE AUTOJUSTIFICAÇÃO – servem somente como elucidação e defesa para com aqueles que por opção, resolveram dançar a antiga Roda, mas que são constantemente atacados com argumentos incoerentes e pouco convincentes.

A Roda do Norte é celebrada no Hemisfério Sul já há décadas e com sucesso por centenas, talvez milhares de pessoas, incluindo ícones da prática wiccaniana no Brasil. Infelizmente, a região sul, onde nasci, cresci e moro, ainda se mantém bastante isolada da grande concentração de wiccanianos no país, onde essa prática é totalmente reconhecida e respeitada; por esse motivo aqui, os novatos ficam bastante surpresos quando se deparam com a existência dessa prática.



O principal argumento que usam para rebater a celebração da Roda do Norte é o seguinte: "como se pode comemorar o verão no inverno, o inverno no verão, a primavera no outono e o outono na primavera, se a Wicca é uma religião orientada para a Natureza?"



Então pergunto: A Natureza, por acaso se limita a estações do ano, ou ainda, a Roda do Ano se limita a comemorações de épocas frias ou quentes?
A resposta obviamente é não. A Natureza é absolutamente tudo que existe, e indubitavelmente não se limita nem mesmo somente ao Planeta Terra. A Natureza é o Universo, e esse é o Corpo da Deusa e a fluidez do Deus. O que se celebra na Roda do Ano, não é, nem nunca foi somente o giro das estações - elas são na verdade, meramente marcadores relativos de mudanças - mudanças e transformações essas que acontecem no Corpo da Deusa - assim como as Luas e suas fases, não são faces absolutas da Deusa, mas sim marcadores e/ou manifestações Dela.

Os "nortistas de Roda" no Hemisfério Sul sempre usam o argumento da "egrégora" (egrégora - forte energia perceptível acoplada em torno de seres, datas, nomes, eventos e circunstâncias, onde com o passar do tempo, de acordo com as atribuições excessivas, torna-se cada vez maior e cada vez mais poderosa) para as datas tradicionais do Hemisfério Norte na Roda do Ano. E isso faz realmente um grande sentindo. Quem aqui nunca parou no 31 de outubro pensando e sentindo Samhain, sendo que na verdade, de acordo com a Roda do Hemisfério Sul deveria estar celebrando Beltane? Com certeza, poucos nunca passaram por essa experiência, ou se forem muitos, é porque não conhecem profundamente a Roda, tão pouco a celebraram com atenção.

Ser Mago ou Bruxa

Ser Mago ou Bruxa não é adorar ao Diabo ou não gostar de Jesus,

Ser Mago ou Bruxa é adorar a Natureza, o Belo, os Animais, o ser Humano.

Não é fazer truques de mágica, acender velas com o olhar, nem andar vendo gnomos nos jardins, é fazer você mudar seus sentimentos, antes tristes e magoados, por
pensamentos positivos e alegres, é conseguir fazer você mudar suas atitudes, antes mesquinhas e egoístas, por atitudes amplas e humanitárias;

Não é só acender a fogueira e dançar nu em volta da mesma, é acender a fogueira, dançar nu e queimar todos os rótulos e mágoas, e mostrar que quando estamos nus somos todos de carne e osso, sem marcas ou números que nos identifiquem ou que façam nos divergir.

Ser Mago ou Bruxa não é estar vivendo acima de um planeta cheio de desgraça, desrespeito e de degradação, é saber que somos este planeta e que sofremos juntos com ele em cada ação negativa, é querer mudar, é querer transmutar esta atitude negativa em uma atitude consciente, é fazer você enxergar o que antes estava nublado e as vezes escondido no escuro mundo do consumismo desenfreado, onde as pessoas não veem as pessoas como irmãos, mas como concorrentes, e que acham que a natureza esta aqui como produto e não como um ser vivente.

Ser Mago ou Bruxa, não significa julgar as outras religiões, mas abraçar as filosofias que querem o bem da humanidade e do planeta, é agregar, é somar.
Não temos um Deus, temos todos os Deuses e Deusas, que vibram em todas as direções e em todos os povos, temos a energia cósmica, os elementais, os animais de poder, os anjos, os guardiões, o karma, o dharma, as ervas, os banhos, as poções, as mentalizações, os estudos, as intuições...

9 Motivos para Educar seu Filho como Pagão

Para você que não está convencido de que educar seu filho ou filha para ser pagão é o mais correto a ser feito, veja nove motivos que eu encontrei.

1º - Os pagãos honram e respeitam a natureza.
Sendo assim, provavelmente o seu filho será uma criança com uma consciência ecológica mais forte do que as demais e poderá ensinar coisas a outras crianças.

2º - Os pagãos acreditam na lei tríplice.
Portanto, seu filho aprenderá a pensar muitas vezes antes de fazer mal a alguém e saberá que se alguém lhe fizer ou lhe desejar o mal, receberá o seu retorno.

3º - Os pagãos respeitam os anciãos.
Sabemos que valorizamos os idosos pela sua vida e sabedoria, assim, as crianças aprendem a respeitar os mais velhos assim como o aspecto de anciã da Deusa.

25 de Dezembro - O Nascimento de Hórus, o Deus-Sol do Egito

Transcrito do vídeo Zeitgeist. Remastered. 2007, que fala de uma provável origem do cristianismo. O texto aqui exposto possui mínimas alterações de tradução do original. Espero que de alguma forma seja útil a todos.

"Desde o ano 10.000 a.C., a história nos mostra pinturas e escritos que refletem o respeito e a adoração dos povos pelo Sol. É simples entender o porquê, com o seu aparecimento todas as manhãs trazendo a visão, calor e segurança. Salvando-os do frio e do breu da noite, repleta de predadores. Sem ele, todas as culturas perceberam que não haveria colheitas nem vida no planeta.Estas realidades fizeram do Sol o objeto mais adorado de todos.

Todavia, os povos estavam também muito atentos às estrelas. As estrelas formavam padrões que lhes permitiu reconhecer e antecipar eventos que ocorrem de tempos em tempos, tais como eclipses e luas cheias. Catalogaram grupos celestiais naquilo que conhecemos hoje como constelações.

A cruz do Zodíaco é uma das mais antigas imagens da humanidade, representa o trajeto do Sol através das 12 maiores constelações no decorrer de um ano, também representa os 12 meses do ano, as 4 estações, solstícios e equinócios. O termo Zodíaco está relacionado com o fato das constelações serem antropomorfismos ou personificações, como pessoas ou animais.

As primeiras civilizações não só seguiam o Sol e as estrelas, como também os personificavam através de mitos envolvendo os seus movimentos e relações. O Sol com o seu poder criador e salvador também foi personificado à semelhança de um Deus Todo-Poderoso, conhecido como 'Filho de Deus', luz do mundo, salvador da humanidade. As 12 constelações representaram lugares de viagem para o Filho de Deus e foram nomeados e normalmente representados por elementos da natureza importantes nesses períodos de tempo. Por exemplo, Aquarius, o portador de água que traz as chuvas de primavera.

A Visão Evangélica sobre o Natal

Natal: Festa pagã ou cristã? O Natal, atualmente comemorado em 25 de Dezembro, é uma festa pagã, uma festa que nada tem a ver com Jesus. Não é agradável ouvir essas coisas, mas precisamos arrancar toda mentira na qual estávamos vivendo. A música diz: “Anoiteceu, o sino gemeu, e a gente ficou feliz a cantar. Papai Noel chegou…”, “Eu pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel…” Mas, nós não somos. Jesus não está aí, tal adoração é para um santo católico chamado Nicolau, que é Papai Noel. A aceitação é quase cem por cento, porque incutiram isso na nossa mente quando éramos crianças. Mas, Deus levantou um povo para desmascarar o inimigo. Deus quer nos ver esclarecidos e em equilíbrio espiritual.

Observando a questão da data, vemos o seguinte quadro: o Natal é celebrado em 25 de Dezembro. Até o século III, o Egito e a Palestina tinham como datas festivas de 25 a 28 de Março. Roma celebra no dia 25 de Dezembro para que fosse oficializado o Natal cristão. Isso não partiu de um genuíno cristão, mas de Roma. A celebração desse Natal não vem por um decreto bíblico, nem de Jesus, nem de seus discípulos.

O NATAL VEIO DO PAGANISMO.

PROVAS NA HISTÓRIA E NA BÍBLIA.

Enciclopédia Católica (edição de 1911): "A festa do Natal não estava incluída entre as primeiras festividades da Igreja... os primeiros indícios dela são provenientes do Egito... os costumes pagãos relacionados com o princípio do ano se concentravam na festa do Natal".

Orígenes, um dos chamados pais da Igreja (ver mesma enciclopédia acima): "... não vemos nas Escrituras ninguém que haja celebrado uma festa ou celebrado um grande banquete no dia do seu natalício. Somente os pecadores (como Faraó e Herodes) celebraram com grande regozijo o dia em que nasceram neste mundo".

Autoridades históricas demonstram que, durante os primeiros 3 séculos da nossa era, os cristãos não celebraram o Natal. Esta festa só começou a ser introduzida após o início da formação daquele sistema que hoje é conhecido como Igreja Romana (isto é, no século 4o). Somente no século 5o foi oficialmente ordenado que o Natal fosse observado para sempre, como festa cristã, no mesmo dia da secular festividade romana em honra ao nascimento do deus Sol, já que não se conhecia a data exata do nascimento de Cristo.

Casamento, uma invenção cristã

A união indissolúvel, celebrada por um sacramento, substituiu antigos costumes de poligamia, provocando grande mudança nos hábitos europeus.

Casamento de Felipe da Macedônia com Olimpia. Miniatura do séc. XV

Em 392, o cristianismo foi proclamado religião oficial. Entre 965 e 1008 eram batizados os reis da Dinamarca, Polônia, Hungria, Rússia, Noruega e Suécia.

Desses dois fatos resultou o formato do casamento, em princípios do ano 1000, com uma face totalmente nova. Durante o Sacro Império Romano Germânico - que sucedeu ao desaparecido Império Romano -, dirigido por Oto III de 998 a 1002, houve uma fabulosa transformação das sociedades urbanas romanas e das sociedades rurais germânicas e eslavas. As uniões entre homens e mulheres eram, então, o resultado complexo de renitências pagãs, de interesses políticos e de uma poderosa evangelização.

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